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Mostrando postagens de Abril, 2020

Um abraço de musk e vida

Quando criança eu era impávida e independente. Ser a mais nova tem disso, crescer apressadamente tentando acompanhar as irmãs mais velhas, não ficar para trás ou ser rejeitada nas brincadeiras. Desde muito pequena não gostava de abraços, de muito colo – e ser uma menina grandona não tornava as coisas para os adultos muito mais fáceis. Meu negócio era subir em ameixeira e flamboyant ou me equilibrar sobre muros de tijolos, procurar plantas para fazer meus ‘feitiços de bruxa’ e brincar com os cachorros no quintal. Em uma das minhas primeiras escaladas, aos dois anos e meio mais precisamente, subi na cama de cima do beliche das minhas irmãs. Aquela cama tão alta, tão acima do meu berço de bebê parecia algo incrivelmente diferente, uma etapa acima a vencer, e como parecia divertido demais aquele lugar em que elas faziam de conta que era um navio, ou a torre da princesa a ser salva, galguei os degraus da escadinha e lá fui explorar aquele recanto proibido coberto por uma colcha com estampa…