quinta-feira, 17 de março de 2016

Entre Odile e Odette - Make B Urban Ballet d'O Boticário - Resenha

Pára tudo!!! Recebida a novidade em primeiríssima mão, testada antes mesmo do lançamento oficial nas lojas e no catálogo - a fragrância do inverno 2016 da coleção Make B d'O Boticário. Inspirada em tons rosáceos - do rosa cetim das sapatilhas ao carmim das cortinas teatrais - Urban Ballet é uma coleção voltada ao romantismo feminino, com nuances invernais belas e dramáticas. 
O frasco segue as linhas das sucessivas coleções Make B, o formato de sempre e o cristal Swarovski na cor rosa estão lá, em um tom pálido muito bonito. As fitas, sapatilhas e amarrações típicas dos figurinos das bailarinas e seus coques alinhados, o esforço máximo que resulta em delicadeza de sílfide, compõem o caráter de uma fragrância bem trabalhada, entre o doce e o misterioso.
Como boa parte do portfólio Botica, é uma deocolônia, e descrita como a fusão de flores transparentes e tulipa negra. Levando para o lado sensorial, percebo uma abertura realmente floral, mas algo que remeteu às mimosas - alguém lembra do Tarsila? - com um pouco de néctar de flores, mel do pedúnculo - doce, que em cerca de uma hora evolui para um floral mais soturno, abaunilhado com um toque de especiarias. Às vezes aparecem flashes de uma nota orgânica, meio 'suada', como bailarina em fim de espetáculo. Suada mas ainda delicada, muito viva, ainda quente após todos os grand jettes e arabesques. 



Como Odile e Odette, é um contraponto ente claro/escuro, doçura/mistério, do paradoxo da dor sobre-humana dos pés em sapatilhas rosadas, que faz o humano parecer etéreo e angelical, sem tocar no chão. Tem uma beleza interessante, e sim, é invernal. É equívoco sair com este perfume no calor escaldante - a proposta é aquecer no frio que se aproxima - e assim, não colocar em risco a beleza do ballet urbano.  
Duração: aplicado às 19:00h, às 22:40 ainda permanece, mas muito rente à pele. A projeção é intensa no início, abrandando após cerca de uma hora e meia. 


Imagem: www.boticario.com.br


Degagè un, reverence deux. - Aplausos!


quinta-feira, 10 de março de 2016

Ela não anda, ela desfila - 212 VIP Rosé de Carolina Herrera (EDP) - Resenha

Como eu falei do Jardin de Roses da Mahogany esses dias, vamos falar do 'primo rico' do time das champagnes... 212 VIP Rosé, que como toda criação Carolina Herrera tem um toque de Midas, seja pela qualidade (mas nem sempre) ou pelo marketing massivo e esperto (aí sim, sempre!). 
O Rosé do nome é autoexplicativo: a bebida doce e badalada, das festas VIP e seus camarotes, nomes na lista, carrões, entre belas e bem nascidos - algo entre distinção e ostentação que é a tônica atual da diversão. 
Um ponche de frutas - pêssegos, maçãs, uvas maduras e morangos - mergulhadas em vinho rosado e adocicado. Esperava mais 'fizz', mais borbulhas... e na verdade encontrei mais suco e dulçor de vinho branco de colheita tardia, do que necessariamente a acidez leve da champagne. Mas ainda assim é bom, tem uma presença interessante - um pouco alcoólica, de pilequinho mesmo, naquele momento em que a fala fica arrastada e o riso fácil... - tudo é festa, momento para rir com as amigas, fazer check-in, fotografar e postar. 
Mas vamos falar da base - sim, toda festa tem seu fim. A base é almiscarada/ambarada, mas o medo de pesar a mão e ir parar do floral-frutal para o gourmand acabou deixando a coisa um pouco complicada, afinal, são notas efêmeras, que exigiriam um fundo mais denso para sustentar por mais tempo. E como a proposta é pautada na champagne, acredito que, querendo manter este espírito, foi priorizada a refrescância do que necessariamente a duração, que fica numa média de três horas - exalando muito na primeira. Depois permanece bastante suave, rente à pele.
Don't worry... a chegada triunfal na festa está garantida - divirta-se enquanto durar! Mas cuidado com a ressaca, e, se beber, não dirija! 

Imagem: http://www.carolinaherrera.com/




Este post contém link do parceiro Glio (www.glio.com)