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Mostrando postagens de Maio, 2015

Três Irmãos e Três Vícios - Resenha Tripla Dior Addict 2014 Edition

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Já leu os irmãos Karamazov, de Dostoiévski? Não? Dormiu na primeira página? Entendo... Leitura pesadona, como só a literatura russa sabe ser. Caso não se importe com spoilers lá vai: São três irmãos - Dmitri , irmão somente por parte de pai, Ivan e Aliéksiei, em conflitos, disputas de família e uma tristeza que não tem fim. Mas fica por aqui. Já dos três irmãos Dior, o que posso adiantar é que a linha Addict - que também é linha de maquiagem e beleza - foi completamente reescrita nas propostas de 2014. São três as fragrâncias: Dior Addict Eau de Parfum, Dior Addict Eau de Toilette e Dior Addict Eau Fraiche, que são absolutamente diferentes, distintas, e, assim como os Karamazov, esses irmãos de parecido só têm o sobrenome.
Dior Addict Eau de Parfum Ele seria o Dmitri, sangue quente... Addict EDP nesta edição de 2014 desagradou muita gente, porque não guardou muita similitude com o Addict EDP de 2002 - cuja legião de fãs é enorme - assim como Dmitri, ele renega seu velho pai, mas ainda…

Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante! - Mesa redonda de Maio

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Metamorfose... a transformação, de lagarta à borboleta, de homem para barata (seria mesmo uma barata?) na leitura de Kafka, lenta e gradual conforme Darwin, de homem para mulher como Bruce Jenner, de mulher para homem como Tammy Miranda. Antoine Lavoisier já dizia que, nada se cria, tudo se transforma. Ou mesmo no pensamento do I-Ching: "tudo é mutável, menos a própria mutação, que é constante, e isso demonstra a essência da vida". Mudança, transformação... Um aroma frio e distante que se torna quente... Um aroma sensual e picante que se torna manso. A flor inocente que depois de algumas horas se transforma em madeira em brasa... Quantos não são aqueles que se decepcionam com a mutabilidade de alguns perfumes "na primeira borrifada eu amei, mas passada meia hora se tornou horrível" - esperando uma linearidade diferente da sinfonia de notas proposta pela criação. Seguem alguns daqueles perfumes que, em minhas impressões, se alteram ao longo do tempo sobre a pele, e…

De tudo ao meu amor serei atento - Poême de Lancôme - Resenha

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Poême não poderia ter melhor nome... é poema, é soneto - rima e métrica da perfeição. Constante e linear, na melhor doçura de mel e flor, cálido bafejo em carta apaixonada. Se a Lancôme lança-se na atualidade na doçura crocante e amendoada de La Vie Est Belle, no auge dos 1990's a doçura era outra - mel, flores e frutas, clássicas e enamoradas, muito dourado e barroco, o cancioneiro do menestrel.  Envelheceu? De maneira nenhuma! Deveria haver uma escola para ensinar "Como usar a groselha ao estilo Poême", xaroposa, nada ardida, que não efervesce até à enxaqueca - no lugar dessa groselha teenager/sour que domina o século XXI. Que seja gold passional, de sala rica com cortina de veludo, tapetes persas e poltrona Chesterfield, um rococó refinado de nascença. A melhor pedida para o frio? Um casaco chic grifado e duas borrifadas de Poême. Aquece e apaixona, como um verdadeiro poema de amor...  Duração: excelente, passa de oito horas, de maneira bem constante. Projeção digna d…