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Mostrando postagens de Junho, 2014

Um drink na praia - Dolce Gabbana Light Blue - Resenha

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Dia desses viajei para o Rio, fugir do frio e da chuva que resolveram estacionar aqui pelo Sul, visitar irmã, aproveitar feriado prolongado, ver a baguncinha da Copa... Que perfume levar? Pensei no jargão preferido dos turistas gringos: "One 'caipirinha', please?", algo que combinasse com sol e praia, chapéu panamá e bermudinha... hummm, já sei: Dolce Gabbana Light Blue.  Ele é efervescente, e ao mesmo tempo delicado e elegante, aquela malandragem de terno branco alinhado... Abre em limão maduro, maçã verde e campânula, fresquinhos, fresquinhos. Bambu, mais maçã em casca e rosa em pétala. E para segurar essa frescura toda? Cedro... na sua versão mais limpa (que até lembra o Cedrat, da Roger & Gallet) e um 'tiquinho' de almíscar. É o eleito de muitas brasileiras como seu office scent, mas acho um pecado usá-lo com roupas formais - fica meio equivocado, LB pede o clima "um banquinho e um violão", happy hour...  É o céu azul-claro das praias mediter…

Festival de Sabores - Chinatown de Bond nº9 - Resenha

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Banana caramelada, spring roll, yakissoba, pato de Pequim... Hummm, um almoço tipicamente chinês, naqueles estabelecimentos duvidosos que a vigilância sanitária passa longe, e uma enigmática vovozinha atende no balcão, sem falar seu idioma, mas entendendo tudo. Calor, cor e sabor - esse é o Chinatown. Ele é cremoso, saboroso, denso e complexo. De uma criatividade fora do comum, onde o doce vira agridoce e depois apimentado. Há quem reclame do preço, mas acho que vale, porque ele dura muito, projeta, fica na roupa e em todo lugar. Abre em flor de pessegueiro, sumo de tangerina e flor de laranjeira, que dá uma sensação inusitada - realmente agridoce. No coração, muita tuberosa e oriza, naquela forma quente e úmida, que a baunilha deixa melada, grudenta, como calda de lamber os dedos. Depois de 9, 10 horas (isso mesmo, duração absurda) fica um amadeirado complexo e especiado, como aqueles móveis repletos de gavetinhas, que guardam mil especiarias, chás e temperos. Ainda que discordem, eu o…

Perfumes “Tester” ou “Demonstration”

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O que vou escrever agora vem da minha vivência, trabalhando em comércio exterior, quando aguardava ansiosamente a chegada dos carregamentos de perfumes da Europa ou Estados Unidos para conferência antes da entrega. Então o conhecimento aqui é muito mais empírico do que teórico, mas alguma coisa dá para “desvendar”! Os perfumes vêm da Europa/EUA em carregamentos aéreos, nunca marítimos, pois a fragilidade dos produtos não permite que fiquem dois, três meses em contêineres, na umidade e no manuseio sem cuidado típico dessa modalidade de transporte. São geralmente carregamentos pequenos (pagos por quilo, e não por volume), em acondicionamento térmico controlado e caixas revestidas, com dezenas de adesivos indicando: frágil/fragile/handle with care, etc... As caixinhas são encaixadas à perfeição, para que não balancem ou se desloquem na caixa maior durante o transporte, e quando chegam, são fotografadas e conferidas uma a uma para verificar se houve quebras ou avarias. Todas as caixas vêm …

Um elefante, incomoda muita gente, mas Kenzo Jungle incomoda muito mais! - Kenzo Jungle l'Elephant - Resenha

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Minha pele é difícil, beeeem difícil. Uma vez fiquei em função de achar um perfume para mim, que ficasse muito tempo, não fosse doce, nem "do balaio" (perfume de modinha, assim, sabe? - É, eu já fui muito preconceituosa!) e que me acompanhasse por muito tempo. Tomei um banho com sabonete neutro, passei um 'cold cream' sem perfume da farmácia de manipulação e fui ao Duty Free em Puerto Iguazu [momento "eu confesso": confesso que vou ao Duty Free bater perna, testar perfume e tomar café com medialunas! Podem me julgar...] Borrifa um aqui, um no pulso, outro no blotter, outro no antebraço, e, quase no cotovelo borrifei o Jungle l'Elephant. Pausa para o café com medialunas, para pensar no assunto, esperar as devidas evoluções de cada um... Um gole de café, para limpar o olfato e o paladar, e... opa! Cardamomo! Cravo! Canela! Alcaçuz! Mas isso é café ou tchai indiano? Era o elefante saindo da mata. Ao contrário da peça publicitária, ele não é um elefante afric…